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Estado do Carajás: o Estado do futuro
Descentralizar a administração da região, melhorar a qualidade de vida da população, proporcionar um melhor dimensionamento territorial, melhorar o controle ambiental, aumentar os investimentos dentro do eixo Araguaia/Tocantins, identificar, evidenciar e explorar de maneira sustentável as peculiaridades geopolíticas dos 38 municípios que compõe os mais de 280 mil quilômetros quadrados do futuro estado do Carajás, ou melhor, do estado do futuro. A criação do Estado do Carajás é, portanto, uma dentre as diversas propostas contemporâneas de divisão territorial apresentadas como solução para os problemas de desenvolvimento regional do imenso estado do Pará que possui 1.248.000 quilômetros quadrados.
Neste sentido, é defensável a divisão do Estado já que em uma vasta extensão territorial, fica complicado, se não, quase impossível, administrar a região, uma vez que o Estado do Carajás constituído ficaria a cerca de 500 quilômetros da capital, Belém. O entendimento que se tem a partir da grandeza do Pará, não apenas em dimensões geográficas, mas também no que diz respeito à cultura, a sua gente e aos recursos naturais, traz a reflexão sobre o desmembramento e a criação do Estado do Carajás no sentido de atender à demanda por infra-estrutura, cada vez mais alargada pela distância geográfica, e promover políticas públicas efetivas para transformar estes 38 municípios em um pólo de desenvolvimento.
É imprescindível que a população entenda o verdadeiro significado da criação de um novo estado, fortalecido, com administração pública próxima, com a exploração de suas potencialidades e aproveitamento de seus recursos naturais de maneira sustentável, social e ambientalmente responsável. Deve-se refletir: onde não há administração eficiente, não há, por sua vez, regras e leis; onde não existem leis, não há formas de controle sobre o que entra e sai da região.
Desta forma, defendo com veemência, a aprovação do PDL (projeto de decreto legislativo) no Congresso Nacional, que sugere a realização de um plebiscito para que o povo decida entre criar ou não um estado que vai gerar riquezas, desenvolvimento e projeção para todos os paraenses, o Estado do Carajás. Neste sentido, a mídia, de uma forma geral, deve contribuir para o debate público com o objetivo de esclarecer a população sobre este plebiscito, onde a vontade do povo será soberana e efetiva.
Cabe, então, uma reflexão: agora não é o momento de se ater a “perrengues” políticos, mas de se ater e pensar, em primeiro lugar, na população e no desenvolvimento da região. Por isto, é necessário aprovar o plebiscito, um instrumento democrático que fará uma avaliação do posicionamento da opinião pública sobre um modelo geográfico de mais de 390 anos, herança dos nossos colonizadores, mas que não atende mais às necessidades da população, diante da nova realidade. É de suma importância que se redesenhe esta região para que ela tenha maior eficiência.
Ao falar em eficiência, vale salientar a necessidade de, ao criar o Estado do Carajás, instaurar uma máquina pública nova, enxuta e eficiente capaz de fortalecer politicamente a região. Isto geraria mais custos? Sem dúvida alguma.
Entretanto, todos sabem que investimentos geram custos, mas quando bem aplicados, geram resultados que superam os custos. Isto ocorre quando, na relação custo/benefício, este último é preponderante. Ao se criar o novo Estado, a região contará com administração direta, com representantes próximos nos três poderes, capazes de lutar pelas causas da população destes municípios. Por isto, a minha defesa para que se ouça a vontade do povo e para que o povo possa sabiamente escolher pelo melhor, a criação de um novo Estado, o Estado do futuro: Estado do Carajás!
* Jornalista, assessora de imprensa, professora do curso de Comunicação Social em Brasília e Mestre em Comunicação pela UNB Universidade de Brasília Email: fernandamscjornalista@yahoo.com.br
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ESTADO DE CARAJÁS E A FORÇA QUE VEM DAS RUAS
Em tempos de campanha contra a degradação ambiental da região amazônica, retoma-se o debate pela redivisão territorial do Estado do Pará. Mas, o que haveria em comum entre essas lutas? ? ?
Alguns artistas globais, há pouco tempo, contaram ao Brasil uma historinha chamada “Amazônia” e, logo em seguida, encabeçaram uma campanha nacional, objetivando recolher o maior número de assinaturas em prol da preservação da floresta amazônica. A estratégia seria encaminhar esse abaixo-assinado ao presidente Lula, pedindo providências contra a devastação ambiental, que compromete todo o ecossistema.
O fato é que, contada a historinha, em apenas uma semana, a campanha “Amazônia para Sempre” já conseguiu cerca de duas mil assinaturas. É a força que vem das ruas!
O sul e o sudeste do Pará, com seus 39 municípios, também localizados na importante Amazônia, ainda não foram, porém, mostrados tal como são (e representam), mesmo que para seus irmãos da capital paraense.
Palco da vida de cerca de um milhão e trezentos mil brasileiros, essa região tem sua história calcada na ausência do poder público, ante a dimensão territorial do nosso Estado.
A deficiência nas áreas da saúde e da segurança públicas é um problema premente. Ao lado de toda a nossa riqueza, essas seriam apenas algumas cenas dos capítulos da nossa história, que urge seja contada. Mas, onde está a força que vem das ruas?!
Nossa região, caros carajaenses, além de rica, é formada por um povo dinâmico, trabalhador e empreendedor, que movido pelo sonho de um futuro melhor, com qualidade de vida, é que tem emprestado algum desenvolvimento ao nosso chão. Mas, sem identidade, precisamos, pois, da presença efetiva de um governo na região.
Criados os Estados de Carajás e Tapajós, em sentido contrário ao pensamento predominante, somaríamos substancialmente com o Estado do Pará, haja vista o conseqüente aumento da representatividade política na bancada da Amazônia. Seriam mais 6 senadores e 16 deputados federais. O reforço político totalizaria uma bancada com 33 deputados e 9 senadores.
Mesmo que belenense, entendo que um Estado de dimensões geográficas como o Pará, seria melhor administrável a partir do seu desmembramento, com a criação de novas unidades territoriais, especialmente, o Estado de Carajás, que traria relevante desenvolvimento à região amazônica como um todo, porque, economicamente, essa região possui três grandes vertentes já devidamente consolidadas: a bovinocultura, que tem no seu setor primário aproximadamente 14 milhões de cabeças de gado e como estrutura de verticalização frigoríficos e laticínios em vários municípios; o setor madeireiro, que há muito conta com uma conscientização muito forte dos empresários, no sentido de evitar a exploração predatória, buscando de forma, imprescindível, a sustentabilidade, implementando florestas plantadas, objetivando produzir madeira certificada, para fins energéticos e moveleiros; e, por último, o setor mineral, que além de possuir uma reserva de minério de ferro, a maior do mundo, promove sua verticalização através de dez siderúrgicas instaladas e uma aciaria em instalação.
A partir do 1º Simpósio Pró-Criação dos Estados de Carajás e Tapajós, havido em Marabá, no último dia 15/06, chegou-se ao entendimento de que é hora de buscarmos o nosso desenvolvimento efetivo, por meio de uma ação integrada, suprapartidária, fazendo jus ao instituído no parágrafo único do art. 1º da Constituição Federal: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Assim, contemos já nossa parte na história “Amazônia”, emprestando nossas assinaturas ao abaixo-assinado pela criação do Novo Estado, pois a emancipação de nossa região depende da força que vem das ruas: do povo trabalhador e empreendedor do próspero Estado de Carajás. Essa luta também é sua!
Rosângela Herênio
Advogada e Presidente do Comitê do Estado de Carajás – Redenção/PA
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